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Questão UFO 6
"Parece disco voador,
mas não é" Parte 2
Domingo, 18 de novembro de
2001
por Fernando Caldas
Investigar relatos de avistamentos de OVNIs - Objetos
Voadores Não Identificados - requer muito cuidado. Em
geral, de cada 100 casos pesquisados, apenas 5 ainda
deixam dúvidas. Nesta parte 2 da série “Parece disco
voador, mas não é ”, continuamos a ilustrar situações
que podem parecer provas de que somos visitados por
astronaves extraterrestres.
Olhar
para o céu à noite
Admirar
um pôr do Sol! À medida que o dia vai terminando, o céu
bem acima de nós vai escurecendo, enquanto ainda há
claridade no horizonte, à oeste. Mesmo quando a noite já
chegou e as luzes da cidade já estão acesas, ainda dá
para ver os últimos raios de sol do dia que passou.
Daí vem
um conhecimento muito importante para explicar diversos
dos avistamentos de luzes noturnas misteriosas. Mesmo
quando já está escuro aqui em baixo, os últimos raios de
Sol do dia ainda podem iluminar grandes altitudes,
deixando brilhantes aviões, satélites, balões e até a
estação espacial internacional. Este fenômeno também
pode acontecer no final da madrugada, ainda que o céu
esteja totalmente escuro.
Se
considerarmos uma altitude bem maior, o luar acontece de
forma semelhante: vemos os raios do Sol que atingem a
superfície da Lua refletidos para a Terra.
Base
secreta de discos voadores
No artigo
Questão UFO 5, uma luz misteriosa no céu da Amazônia
era, na realidade, um Boeing 737 pousando em Porto
Velho, Rondônia.
Mas
diversas testemunhas desenharam discos voadores com
certos detalhes, inclusive janelas. Existe alguma
explicação científica para a diferença entre o que foi
constatado e os relatos?
Nossos
cérebros registram os discos voadores que vemos no
cinema, na TV, em revistas e jornais. Cientistas que
estudam as relações entre a percepção (dos nossos cinco
sentidos) e memória já mostraram que as lembranças de
fatos reais que presenciamos podem ser “contaminadas”
por outras imagens que já nos são familiares,
principalmente em situações de fortes emoções. Em outras
palavras: é possível que uma pessoa veja uma luz no céu
e seu próprio cérebro, baseado em imagens e crenças
anteriormente armazenadas, identifique e “guarde” este
ponto luminoso como sendo um disco voador.
Outra
curiosidade: nossas memórias não são fixas, imutáveis.
Se um avistamento de um OVNI (Objeto Voador Não
Identificado) teve duas testemunhas e uma delas ficou em
dúvida, mas a segunda, de personalidade forte, afirma
com muita firmeza ou repetidamente “Era um disco voador
!!!”, pode influenciar a primeira, que posteriormente
acaba mudando seu relato: “É ... agora eu percebo que
era mesmo um disco voador ... vejo as luzinhas das
janelas”
Estes
processos mentais fazem parte da natureza humana e podem
ocorrer sem que percebamos. Não significam que a
testemunha do avistamento esteja louca. Mas nos
relembram que a memória humana pode falhar, mesmo em
pessoas honestas.
A base
secreta de parte dos discos voadores é a nossa própria
mente.
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